Você cancela todos os seus planos esperando um possível telefonema de um
homem que acabou de conhecer? Tem a sensação de que, por mais que tente
agradar o seu parceiro, ele sempre parece distante ou desinteressado? Então, se você deseja construir um relacionamento estável, saudável e
divertido [com esse homem ou com qualquer outro], está na hora de
mudar de postura.
Não é que você não seja suficientemente boa. É que você é boazinha
demais. E não há nada mais enfadonho para um homem do que uma mulher que
passa o tempo todo se esforçando para agradá-lo. Se você se enquadra nesse padrão, não se desespere. Este livro pode
ajudá-la a dar uma guinada em sua vida amorosa. Com um texto envolvente,
Sherry Argov criou um verdadeiro manual que vai fazê-la entender de uma
vez por todas por que os homens amam as mulheres poderosas. Eles se sentem atraídos porque essas mulheres representam um eterno
desafio. Nunca se mostram completamente, deixando em torno de si uma
aura de mistério que os instiga. São confiantes, têm ideias próprias e
se valorizam.
Mesmo que estejam apaixonadas, elas não demonstram medo de perdê-los, e
isso as torna ainda mais desejáveis. Conquistá-las passa a ser uma
questão de honra para o homem.
A partir de centenas de entrevistas, a autora descobriu as principais
atitudes que diferenciam as mulheres boazinhas das poderosas e as reuniu
neste livro bem-humorado e transformador. Com histórias engraçadas e
exemplos práticos, ela ensina tudo o que você precisa saber para deixar
qualquer homem aos seus pés. (SKOOB)
Não o julgue pelo título. Apesar de este livro nunca ter estado entre os meus desejados, encontrei POR QUE OS HOMENS AMAM AS MULHERES PODEROSAS? em uma ótima promoção, curti a sinopse e a capa [linda, nota 5]... E, parafraseando Bart "Maccabee", hell, yeah, fiquei curiosa. Afinal, quem nunca se perguntou o que aconteceu de errado em uma ou mais relações para terminar de tal forma - das ruins às desastrosas?
Há um grande preconceito contra livros de autoajuda, que acabaram adquirindo o estigma de bobagem que vende bastante, sobretudo para as pessoas que mais criticam [e, tenho certeza, que leem escondido - uma possível razão para os livros do gênero venderem tanto]. É que, de uma forma ou de outra, há conselhos que a família e os amigos não ousam dar. E você os encontra nos livros. Algumas publicações do gênero prometem entregar uma fórmula pronta para resolver esse ou aquele problema, e acabam, no fim, apenas repetindo os mesmos conselhos e lotando páginas. Gostei de ver que não foi o caso deste livro. Em alguns pontos, Sherry insistiu em uma afirmação mais de uma vez, sim, mas frisando a mensagem, ciente da natureza da mulher.
...
um pouco de irreverência é necessário para que se tenha algum nível de
autoestima. Não irreverência com as pessoas, mas com o que elas pensam. A
mulher poderosa se destaca porque pensa com a própria cabeça em um
mundo que ainda ensina as mulheres a olhar ao redor para descobrir qual é
a opinião dos outros. (p. 9)
O livro traz algumas ideias já familiares para o público feminino, como a reavaliação da autoconfiança e um comparativo das visões feminina e masculina de uma situação, tão divergentes; por outro lado, ela exprimiu bem o foco do seu livro, as diferenças entre as mulheres "boazinhas" e as "poderosas", e os equívocos ainda existentes na sociedade, como a obsessão pela aprovação do outro e o consequente medo da reprovação alheia. Na obra, Sherry propõe, afirma e exemplifica como as mulheres poderosas conseguem construir relacionamentos, não apenas de qualidade, como duradouros, tomando por base táticas femininas para manter o interesse masculino - não apenas despertá-lo.
O título em inglês é realmente um pouco forte (Why Men Love Bitches), uma vez que sempre ouvimos o termo "bitch" designando mulheres arrogantes e que fazem de tudo pelo que querem alcançar. Mas não é como ela as aponta neste livro. Toda mulher tem seu lado boazinha e seu lado "bitch", na verdade, isso se aplica a todo ser humano. Fato. O importante é saber equilibrar seus pontos fortes e fracos, e nunca se deixar prejudicar por querer agradar demais o outro. Especialmente porque há coisas que os homens nunca revelam às parceiras.
Você acha que eles mentem muito? Experimente pensar naquilo que eles apenas não acham necessário contar-lhes. Homens e mulheres lidam com os próprios sentimentos de formas diferentes [eles, com mais orgulho e reserva, elas com sinceridade e entrega]: e se encontrarmos aquela pessoa diferente, ela é a exceção.
É mais fácil criar maus hábitos, porque os bons hábitos exigem um esforço consciente. (P. 57)
Há, apenas dois pontos de que realmente não gostei:
- A adaptação de dólares para reais, no texto, quando ficou muito claro que o ambiente narrado é americano;
- A afinidade com o modelo de homem norte-americano [aquele que nasceu para ser um lutador, que sobrevive na selva, que briga pelo que quer] e a gente sabe que há brasileiros que não são assim.
O livro traz os 100 princípios da atração, alguns testes, quotes bacanas e quadros comparativos, muitos deles divertidíssimos. Também, dicas para perceber quando está se deixando desvalorizar e coibir isto; os embates entre a espontaneidade e o fingimento, e entre o poder natural dela e sua mudança comportamental enquanto desenvolve um conhecimento quase "empírico".
Ela expõe tudo isso de forma divertida e engraçada, mas no fim, eu me senti cansada só de imaginar no trabalho e na responsabilidade feminina em manter algo funcionando, a necessidade óbvia da autossuficiência e da dignidade como fatores decisivos para o sucesso dessa empreitada, seja uma garçonete assalariada, seja uma empresária milionária; ao mesmo tempo, é divertido imaginar que os homens devem passar longe deste livro, ou acabarão descobrindo alguns condicionamentos a que são submetidos inconscientemente, desde a infância.
Apesar de dar várias dicas de convivência harmoniosa que cruzam a fronteira das relações amorosas e se estende às relações com amigos e família, em dados momentos, senti um certo desequilíbrio entre os dois lados. Como se os homens fossem facilmente manipuláveis, e recaísse sobre a mulher o sucesso ou fracasso da relação amorosa, dependendo do quanto ela muda o próprio comportamento [e condiciona o do parceiro] para fazer dar certo. Entendi a mensagem geral, no entanto: a harmonia deve estar presente dos dois lados. Ninguém manda em ninguém, não há lado submisso e ambos se respeitam - embora soe um pouco utópico.
Ri mais nos três dias em que li este livro do que em uma semana [a semana do terror que terminara quando o comprei], e recomendo sim, ao público feminino. Você pode encontrar algumas dicas bem-humoradas de como melhorar sua autoestima, mas indo além do foco do livro, que é manter o interesse masculino; aproveite as dicas da autora e use-as em sua vida pessoal e profissional. Afinal, você sabe bem do respeito que merece, não faz mal afirmá-lo ao mundo.
'Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento.' (Citação de Eleanor Roosevelt, p. 180)
POR QUE OS HOMENS AMAM AS MULHERES PODEROSAS?
Why Men Love Bitches
Sherry Argov
Editora Sextante
Trad. Simone Raisner
2009
192 p.
NOTAS ESPECÍFICAS:
5 Capa e diagramação
4 Revisão
3 Tradução
3 Enredo e Narrativa
3 Conexão com a história
NOTA GERAL:
3
A AUTORA
Sherry Argov é autora de POR QUE OS HOMENS SE CASAM COM AS MANIPULADORAS. Já teve trabalhos publicados em mais de 30 revistas norte-americanas, incluindo Cosmopolitan, Self, Glamour e First for Women, e participou de vários programas de TV.